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Estudante gaúcho reprovado recorre ao STF contra o sistema... Notícias – 27/05/2010

Brasília -O ministro Ricardo Lewandowski negou a antecipação de tutela pedida por um candidato reprovado no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Giovane Pasqualito Fialho se diz prejudicado pelo programa de reserva de vagas para estudantes egressos de escola pública.

Segundo o recurso extraordinário, o estudante foi reprovado na prova para o curso de Administração, mas teria passado se não fosse a reserva de cotas. Ele informou que das 160 vagas, 30% foram reservadas a candidatos privilegiados em razão de sua etnia e condição social e dez vagas a candidatos indígenas.
A defesa de Fialho chama o sistema de cotas de “pacto da mediocridade” e declara que a distinção no tratamento dos candidatos com base em critério étnico é crime de racismo. Na análise do ministro Lewandowski, a tutela não pode ser antecipada para permitir a matrícula de Fialho até que a questão seja resolvida por decisão judicial definitiva.

“A antecipação da tutela na jurisdição constitucional possui periculum in mora inverso, uma vez que não apenas atingiria um amplo universo de estudantes como também geraria graves efeitos sobre as políticas de ação afirmativa promovidas por outras universidades”, disse Lewandowski na decisão, cujo mérito ainda será analisado pelo Plenário da Corte.

Nessa avaliação do Plenário sobre a constitucionalidade da reserva de vagas para minorias e cotas deverão ser incluídas, entre outros processos semelhantes, a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3197 – que questiona lei fluminense sobre cotas universitárias – e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 186 – que questiona cotas na Universidade de Brasília.

O tema de fundo do recurso extraordinário, cuja repercussão geral foi admitida por seis ministros, já foi analisado por representantes da sociedade civil e do governo federal numa audiência pública sobre ações afirmativas em universidades. A audiência ocorreu em março. Dessa forma, Lewandowski afirmou na decisão que “enquanto essa Corte não se pronunciar pela inconstitucionalidade desse sistema de admissão, presume-se a sua constitucionalidade”. O advogado Caetano Cuerbo Lo Pumo atua em nome do estudante.

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