Biblioteca Online  ›  Notícias  ›  Visualizar

Lei colabora com redução da taxa de evasão escolar Notícias – 23/06/2010

A taxa de desemprego no Brasil está em 7%. Mas entre os jovens com ensino médio incompleto, ela sobe para 16,2%. Dos quase 3,6 milhões de alunos matriculados na primeira série do ensino médio no início de cada ano letivo 1,8 milhão deixam a escola sem concluir o curso, segundo o censo escolar do Ministério da Educação (MEC). "Estamos perdendo esses jovens não para o mercado do trabalho, já que o maior índice de desemprego está na faixa dos 15 aos 18 anos com ensino médio incompleto", lamenta Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco. "A única forma de resgatar esse contingente é a Lei da Aprendizagem, que ao mesmo tempo conduz de volta à escola e introduz no mercado", diz.

Entre os 10 milhões de brasileiros de 15 a 17 anos, 4,8 milhões estão cursando o ensino médio; 3,2 milhões ainda frequentam o ensino fundamental; outros 2 milhões estão fora da escola, segundo o IBGE. A oportunidade de uma capacitação para o trabalho nessa faixa etária pode ser a única oportunidade que esses jovens terão na vida. As empresas também ganham com isso. "Não existe projeto de responsabilidade social de maior impacto que a Lei da Aprendizagem", garante Wanda Engel. "Treinando os jovens para funções específicas, o departamento de recursos humanos da empresa terá oferta maior e mais qualificada."

Além disso, a Lei da Aprendizagem estanca a evasão escolar, prolonga a permanência do jovem na escola e promove a inclusão social. "Sem essa oportunidade hoje, teremos de pagar ainda mais impostos lá na frente para bancar programas assistenciais."

As vagas para aprendizes nas empresas batem em mais de um milhão, segundo estimativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Mal se conseguiu preencher 166 mil, segundo o placardoaprendiz.org.br, que iniciou essa contagem em novembro de 2007. O entrave para preencher os postos, conforme a coordenação da Política de Aprendizagem do MTE, é que nem todas as empresas estão informadas sobre a lei; muitas dizem ter dificuldade em estabelecer parcerias com entidades responsáveis pela parte teórica dos programas; outras ainda alegam falta de recursos; e o próprio governo não consegue fiscalizar quem preenche ou não as cotas.

Soluções não faltam. No caso da dificuldade em encontrar organizações parceiras, Wanda Engel sugere que as escolas técnicas sejam incluídas nessa ciranda com cursos de formação mais curtos e adaptados às necessidades das empresas. "O Sistema S também poderia empenhar-se para absorver uma quantidade maior de aprendizes; e as próprias empresas deveriam aproveitar a oportunidade para praticar uma responsabilidade social efetiva junto à comunidade", finaliza Wanda. O Brasil tem cerca de 36 milhões de jovens entre 14 e 24 anos -faixa etária à qual se aplica a lei. (S.T.)

Copyright © 2002 - 2015 www.educationet.com.br - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS