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A mercantilização do ensino superior Notícias – 29/06/2010

A educação continua sendo uma das principais formas de ascensão social. Quem adquire conhecimento, progride socialmente e profissionalmente. Porém, nos últimos anos, percebe-se uma banalização do ensino superior no país. Cursos são abertos em todas as regiões do Brasil oferecendo diplomação em tempo recorde e com valores até cinco vezes mais baixos do que as mais tradicionais universidades. Novas formas de adentrar às instituições também são oferecidas, como a modalidade sem vestibular.

É inegável que há uma parte da população que, sem incentivos, jamais conseguiria cursar
o ensino superior. Mas também é inquestionável que instituições que cobram valores pífios em suas mensalidades dificilmente poderão oferecer a mesma qualidade de outras que mantêm em seus quadros os melhores professores e melhor infraestrutura.

Também pode-se observar que muitos jovens estão preferindo mais a educação superior, do que o ensino profissionalizante, causando um buraco negro nas mais tradicionais funções da sociedade. E eles nem se dão conta que diploma não é sinônimo de altos salários. Quanto ganha um construtor civil por hora e quanto ganha um administrador, comunicador ou qualquer outro bacharel?

Difícil também é achar os culpados desta inércia social, mas sabemos que o Estado peca em dois pontos: em não promover orientação para escolha de carreiras no Ensino Médio e por não proporcionar uma educação básica de qualidade. Sendo assim, os jovens saem menos preparados das escolas e optam por profissões que exigirão menos deles. No país faltam médicos e engenheiros, mas em todo o mercado de trabalho faltam cada vez mais técnicos para as indústrias plástica, química, metalúrgia, farmacêutica e construção civil.

É preciso aprender a olhar para o mercado e visualizar as oportunidades, além de se qualificar naquilo que se gosta de fazer e se tem aptidão.

OSNI ALVES JÚNIOR | Jornalista

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